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Marlene de Sousa: Uma Mulher com a Vida resumida em Recursos Humanos

Por Franco David·15 de setembro de 2026·5 min de leitura
Marlene de Sousa: Uma Mulher com a Vida resumida em Recursos Humanos

Aos 31 anos, Marlene de Sousa construiu um percurso profissional que faz dos Recursos Humanos muito mais do que uma área de actuação: fez deles uma missão. Natural de Quelimane, é licenciada em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos e […]

Aos 31 anos, Marlene de Sousa construiu um percurso profissional que faz dos Recursos Humanos muito mais do que uma área de actuação: fez deles uma missão. Natural de Quelimane, é licenciada em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos e mestrado em Políticas de Desenvolvimento de Recursos Humanos. É fundadora da ATITTUDE e dinamizadora de várias iniciativas de referência no sector.

Em conversa com a Revista Negócios no Chiveve, Marlene revela que foi ainda no segundo ano da licenciatura que percebeu que Relações Internacionais não era a sua verdadeira paixão. Ainda assim, concluiu o curso, consciente de que a formação académica era uma base — mas não o destino final. Foi nesse percurso que descobriu que Recursos Humanos seriam o eixo central da sua vida profissional.

O regresso a Moçambique e o primeiro choque com a realidade

Em 2014, regressou a Moçambique após concluir os estudos em Portugal. O entusiasmo do regresso confrontou-se rapidamente com a realidade do mercado de trabalho: mais de quatro meses de desemprego, enviando currículos e aguardando respostas.

“Fiquei quatro meses sentada no sofá a enviar e-mails à procura de emprego. Muita gente acredita que estudar fora garante colocação imediata quando regressa, mas a verdade é que é preciso persistência.”

A primeira oportunidade surgiu sob a forma de estágio, numa empresa de consultoria, onde permaneceu seis meses. Longe de ser um simples ponto de passagem, essa experiência revelou-se determinante.

Aprender fazendo: a escola da prática

Marlene descreve essa primeira empresa como uma verdadeira escola prática. Por se tratar de uma estrutura pequena, teve contacto com várias áreas para além dos Recursos Humanos, incluindo a área comercial. Essa vivência transversal deu-lhe uma compreensão ampla do funcionamento das organizações — e plantou a semente do empreendedorismo.

“Tive uma líder que percebeu que eu tinha asas e nunca mais cortou. Aprendi muito e percebi que a minha ambição de fazer mais e de impactar pessoas e o país não me permitiria ficar limitada.”

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